TEXTO CRÍTICO
Jornalismo de Opinião
O blog Texto Crítico foi fundado em 2005, com o objetivo de difundir artigos de análise política e cultural, dentro dos ideais do Liberalismo, em oposição às grandes mídias, onde predomina um velho discurso de esquerda socializante. Pensadores libertários e conservadores atuam na nossa equipe, defendendo a liberdade econômica e um Estado mínimo em suas funções ( para realizar bem seus objetivos básicos ) e menos custoso para o contribuinte, cada vez mais
escravizado pelo gigantismo governamental e pela carga tributária irracional. Entendemos que um Estado grande ( mesmo " benfeitor " ), constitui um estorvo para o desenvolvimento pleno do indivíduo, pavimentando a estrada para a sua servidão. Defendemos os valores ocidentais de afirmação da liberdade individual, advogamos a propriedade privada e o capitalismo com o mínimo de intervenção governamental possível. Nesse sentido, combatemos a visão socialista de Estado que caracteriza grande parte dos governos do mundo, as ideologias antiamericana e antissemita ( sejam de esquerda, de centro ou de direita ), o ódio contra o Estado de Israel, o populismo autoritário e sua política distributivista e inflacionária, o igualitarismo totalitário ( principalmente quando mascarado com maquiagens “ novas “ ) e a supremacia das teorias marxistas nas Ciências Humanas. Discordamos do modelo social-democrata com seu “ Estado - Mãe “ , discordamos da imposição de teorias raciais disfarçadas como políticas contra o preconceito e nos opomos ao excesso de leis que atacam a livre escolha pessoal, bem como à generalizada hostilidade contra a civilização cristã e a tolerância do pensamento progressista mundial com toda a intolerância do fanatismo islâmico.
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Os textos assinados não representam necessariamente
a opinião do TEXTO CRÍTICO.
Editor : Antonio Querino Neto Jornalista MTb 14.401
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SACADA DO MÊS
" Um homem não deixa de ser escravo ao poder escolher seu senhor a cada quatro anos " Lysander Spooner
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EXCLUSIVO !
AS CENAS MAIS HORRIPILANTES DE AMANHECER !
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Rio de Janeiro entra na trama de Amanhecer e filme ganha
um inusitado momento de horror. Ainda bem que Bella não deu
à luz ao Bebê de Rosemary !

Tadinha ! A filhota do mais célebre casal
vampírico foi gerada no patropi . Cruz credo !
* Robert Sadomasoquistowski
Não sei porque surgiu essa idéia de jerico de enviar esse casal – engendrado por Stephenie Meyer - para passar a lua de mel logo no exótico Rio de Janeiro. Mas que tudo ficou mais aterrorizante neste que é talvez o mais baixo astral e dotado dos efeitos especiais mais bacanas da série, isso ficou. A primeira imagem da lua de mel é do Cristo Redentor numa obviedade gritante, mas funcional. Edward ( que já esteve no Rio em Lua Nova ), encarnando um visual na linha playboy da Tijuca, diz que Carlisle ( Peter Facinelli ) comprou uma ilha ( a tal Ilha de Esme ) e para lá se dirige com sua amada magricela de eternas olheiras, numa lanchinha com a bandeira do Brasil. Isso depois de circularem pelas ruas da Lapa, todo mundo bebendo e sambando na maior descontração. Depois, lá vem o momento Paraty. Instalam-se numa casa de madeira ( alugada pelo produção de um ricaço brasileiro ) que parece perfeita para um ensaio da revista Caras com a obrigatória vista oceânica deslumbrante. Além dos dois pombinhos, lá há somente um casal de caseiros assustadores.
( Só para recordar : o médico Carlisle é o pai adotivo de Edward que o iniciou na vampiragem, mordendo-o quando jovem. É um vampiro cara de galã e do bem , que conserva a compaixão e aprendeu a resistir ao sangue humano, nascido em Londres no século 17, tendo sido caçador de vampiros. Tem um bocado de intelectuais que dizem que todo filme de vampiros trata de alusões à transformações sexuais e essa iniciação do bobão Edward através de um vampiro e não uma vampira, já provocou várias leituras desses psicanalistas que procuram chifre em cabeça de morcego, ou melhor, de cavalo ... mas isso já é papo para outro artigo ! )
Nunca houve filme de vampiro sem uma certa dose de canastrice, mas dessa vez a turma jogou pesado. Não sei o que é pior, se é a mulher do caseiro – uma índia que não se sabe se é paraguaia ou paraense , metida à clarividente – ou o Robert Pattinson tentando falar português com eles. Mas enfim, estão casadinhos da silva e quando partem para os finalmente, a cama até se quebra toda numa tentativa de efeito cômico. Pois é, diziam que esse vampiro não era lá muito chegado à essas coisas, mas .... o fato é que tudo fica ainda mais desajeitado. É óbvio que banhos românticos de mar sob o luar e cachoeira estão incluidos no pacote da lua de mel paradisíaca financiado pelo sr. Carlisle, já que o sogro do Drácula ( digo, do Edward ) , não passa de um policial caipirão de camisa de flanela e bigodinho lá do interior do Estado de Washington, separado da mulher, que só sabe assistir baseball pela TV e só entende de tomar cerveja e de caçar ursos com seus amigos índios ( Voltando à Carlisle, lembrei de uma imagem engraçada : ele consultando o Yahoo sobre fecundação de vampiros. Só o patrocínio daquele site pode explicar uma coisa tão bizarra : um vampiro pesquisando na Internet para saber sobre ... vampiros ! Bela Lugosi deve ter revirado no túmulo )
Por falar em índios, prefiro mesmo esses lá do Noroeste dos EUA, os tais " Quileutes " que reza a lenda transformam-se nuns lobos digitais enormes quando ficam nervosos e ficam uivando uivando feito viralatas famintos, um deles ( Taylor Lautner ), como à nenhum mortal é permitido deixar de saber nessa altura do campeonato, é também apaixonado pela musa deprê vivida por Kristen Stewart ( a mulher mais cara de Hollywood ), fechando o triângulo amoroso dessa mina de ouro chamada Série Crepúsculo. De vez em quando, os caras dessa tribo esquisita são acometidos de um treco chamado imprinting e ficam meio abestalhados como o dito cujo Jacob ( Lautner ) fica por Renesmee, a filhota do casal vampírico.
Mas voltando à nossa índia do Brasil. Após Bella Swan ( o nome da ex-donzela ) descobrir que ficou um tanto quanto grávida ( o que não é usual para quem faz sexo com um desses seres das trevas ) depois das peripécias de cartão postal na Ilha de Caras, ôpa , eu quis dizer na ilha de Esme , em pleno litoral carioca; o que é que a véia agourenta fala ao olhar para a doentia Bella ? " Morte !!! " – é o que a desgraçada diz, toda soturna. Grita também para Edward algo do tipo : " o que você fez com a moça ? "
Que enjoo, que arrepio ! Eu ainda acho que tudo foi causado por aquela coxa de frango estragada, com seus pedaços gordurosos de ossos e vasos sanguíneos expostos ( argh !!! ) preparada por aqueles criados brasileiros tão esquisitos , que Bella ( moça cheia de não me toques como todas as moças de folhetins românticos escritos por mulheres, mas muito mais sabidinha que o tontão do Edward ) nem consegue engolir. Quem não teria medo deles ? Colesterol de galinha caipira brasileira pode envenenar. Por isso, o marido providencia rapidamente a evacuação desse lugar dos infernos, se eu entendi, alugando um avião particular direto para Forks, não sem antes " molhar " a mão dos sul americanos com uma boa grana. Turista estrangeiro é sempre bacana, cheio de bufunfa, especialmente aqueles vindos da Imortalidade , certo mano ? Sinceramente, do jeito como eles mostram o desenrolar das coisas nessa famigerada cena brasileira, eu cheguei a acreditar que Bella ia acabar gestando uma espécie de segundo Damien ou uma coisa do tipo Bebê de Rosemary. Ufa ! Quando o casal deixa o país tropical, vemos que não é nada disso, meno male. Só senti a falta dos Volturi virem atrás deles, aliando-se aos traficantes do Complexo do Alemão. Aí estaria completo. Perdoem-me os nacionalistas, desculpem-me os maníacos crepusculares, não quero prever nenhuma maldição, mas cá entre nós : Renesmee foi gerada aqui neste fim de mundo " bonito por natureza ". Que sina terrível, coitada ! Já começou assim tudo errado.
* Robert Sadomasoquistowski é jornalista,
vampirólogo e doido o suficiente para ser
crítico de cinema.
http://halloweenparty.blogdrive.com
Posted at 7:09:29 am by TC
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Resenha da Hora
As Benevolentes
por Nivaldo Cordeiro
Romance sobre carrasco nazista conduz
à reflexões sobre crise contemporânea

Jonathan Littell
Ando lendo o romance AS BENEVOLENTES, do Jonathan Littell (Rio de Janeiro, Objetiva, 2007) e já superei uma boa metade do volumoso livro. A narrativa é chocante, ali vemos que todas as leis e todos os marcos civilizatórios foram derrogados. Um delírio coletivo sanguinário tomou conta de toda a gente na Alemanha de Hitler. Penso que algo equivalente deu-se com a revolução bolchevique, tão sanguinária e tão genocida quanto. Diálogos inseridos pelo próprio Littell demonstram o parentesco ente o nazismo e o comunismo.
Littell, como Thomas Mann, fez do seu personagem um doutor. No caso, em Direito. Muito apropriado que um doutor em Direito, leitor de Kant, tenha aceitado alegremente ser um carrasco da SS. O próprio Doutor Fausto encarnado. O que choca no nazismo não é que o populacho, sempre infame e de instintos baixos e primitivos, tenha tido as rédeas do poder. Não! Foram os sofisticados intelectuais que aderiram sem peias ao irracionalismo homicida que redundou na hecatombe da II Guerra Mundial.
[Importa observar que no Brasil algo semelhante tem acontecido com a nossa classe letrada em relação ao PT. Alegremente deram sua adesão e seu consentimento. Por sorte este partido não teve forças para o terceiro mandato de Lula e não conseguiu governar o Estado de São Paulo, o que impediu até agora a tentação autoritária de governar por decreto. Mas o anseio para estar acima do bem e do mal não é escondido pelos petistas e é questão de tempo e oportunidade que se sintam à vontade para negar os valores elementares da civilização. Como na Alemanha, a adesão dos letrados se deu em simultâneo com a adesão dos empresários. Por isso que não há oposição no Brasil, como não houve oposição a Hitler.]
Abandono do Direito Natural
Nos últimos anos tenho tentado me dar uma resposta para essa questão da perda dos valores civilizacionais, o mergulho no irracionalismo genocida. A resposta que encontrei está no âmbito da filosofia política, com o respectivo desdobramento no campo do Direito. O corte essencial se deu no Renascimento, com a emergência do Estado nacional, e a Reforma, que deificou o direito positivo. A reviravolta na ciência política, desde Maquiavel, levou à superação do direito natural. Desde então a fonte do Direito deixou de ser transcendente para se escorar unicamente no poder do príncipe. Esse foi o declínio civilizacional que abriu caminho para todos os crimes amparados nas razões de Estado, que temos visto desde as guerras religiosas.
O abandono do direito natural consolidou-se nos juristas do século XVII, especialmente com Hobbes e Grocius. Então a expressão direito natural passou a designar algo diverso do que até então se entendia por ela. A fonte do Direito foi transferida para a razão, o que equivale a dizer: para o príncipe. O golpe final veio com a democracia de voto universal, que deu às massas o poder de demandar seus preconceitos e instintos baixos para o governante, que se viu na contingência de procurar atende-las. Governar deixou de ser a busca do bem comum para ser o cultivo das multidões insaciáveis.
O fim da II Guerra Mundial levou a que juristas e filósofos meditassem sobre o totalitarismo. Era preciso responder: como foi possível? No plano conservador a resposta foi dada adequadamente por Eric Voegelin e Leo Strauss: o ponto estava no positivismo jurídico e o caminho de volta à civilização levava ao retorno ao direito natural. Foram derrotados pela corrente alternativa, a que vinha do jus-naturalismo de Hobbes e Locke: pela tese dos direitos humanos. A ironia é que as boas intenções liberais que tentaram conter a lama negra do totalitarismo com essa perfumaria já estavam derrotadas pela empolgação da tese pelos radicais de esquerda, que fizeram dos direitos humanos panfletos telegráficos para subverter a ordem liberal e restaurar o cinismo do positivismo jurídico com toda pompa. Viu-se, na segunda metade do século XX, o triunfo das teses do partido revolucionário, primeiro nas organizações multilaterais, como a ONU, depois pela paulatina substituição da legislação de cada país por sua forma jurídica uniformizadora em escala planetária.
Nomes como Norberto Bobbio e John Rawls prevaleceram, a partir do ponto de vista de Antonio Gramsci, sobre as posições conservadoras. Se é certo que Eric Voegelin e Leo Strauss inspiraram Ronald Reagan e os Bush, sua influência não passou de inspiração para o governante, jamais para a estrutura do Estado. O direito natural não poderia ser restabelecido se todas as escolas de Direito ensinavam a visão alternativa. O pensamento único em direito virou uma realidade. Foi a vitória completa do igualitarismo revolucionário.
Os tempos de crise que se abrem agora colocam os mesmos problemas e os mesmos riscos e dilemas que foram colocados para aqueles que viviam na década de Trinta do século passado. Aderir ou não aderir não é pergunta que se faça, já que todos aderiram ao poder estabelecido. A impressão que tenho é que os milhões de mortos no altar da estupidez não deixaram lições preventivas, exatamente porque essa nefasta experiência não trouxe impactos no mundo jurídico. De novo o positivismo nas letras jurídicas triunfa. Por isso que a agenda revolucionária em matéria de costumes não encontra objeção de consciência. O ambientalismo, o gaysismo, o abortismo, a destruição acelerada da família monogâmica encontram-se em estado avançado. A supertributação é vista como normalidade. Se é a vontade do governante, só cabe obedecer e não questionar. Sabemos muito bem onde esse caminho levará. Basta ler o livro de Jonathan Littell. O matadouro pode estar na curva do tempo.
http://www.nivaldocordeiro.net
As Benevolentes, the kindly ones , Jonathan Littell, Objetiva, Rio de Janeiro, 2007.
Posted at 10:55:56 am by TC
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A R T I G O
É Proibido Fumar

por Rodrigo Constantino
Antes os antitabagistas, mais tímidos, alegavam lutar pela saúde das vítimas passivas do fumo. Agora a máscara caiu: querem extirpar o tabaco do mundo ! Não sou psicanalista para procurar motivos inconscientes que movem os adeptos desta cruzada. Talvez muitos tenham sido fumantes inveterados, incapazes de controlar minimamente o consumo do cigarro, e agora querem se vingar. Hitler, por exemplo, que era um fumante compulsivo na juventude, tornou-se um fervoroso antitabagista que desejava nada menos que a “ pureza ” do corpo.
O Senado aprovou um projeto de lei que acabará com os “ fumódromos ”, mesmo em ambientes privados. O texto, que segue agora para a sanção da presidente Dilma Rousseff, também prevê o aumento na carga tributária dos cigarros, cuja alíquota de IPI será de 300%, além de deixar a cargo do Executivo a tarefa de fixar o preço mínimo para a venda do produto no varejo ( o contrabando agradece ! )
O projeto também torna obrigatório o aumento de avisos sobre os malefícios do fumo no maço de cigarros ( como se alguém ainda não soubesse ). O Ministério da Saúde acredita que o preço do cigarro subirá cerca de 20% já em 2012 e poderá ficar 55% mais caro em 2015. Estas medidas devem contribuir para reduzir o consumo de cigarros no país. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, comemorou a aprovação por seu Twitter: “ Estamos avançando na restrição do tabagismo! ”.
A cruzada antitabagista está alcançando patamares alarmantes. Se antes a suposta preocupação era com o impacto da fumaça nos não - fumantes, agora a meta está escancarada: querem abolir o cigarro do mundo ! Enquanto os fumantes não forem vistos como párias da sociedade, como doentes que precisam urgentemente de ajuda, os cruzados não vão sossegar. Eles são os portadores da Boa Nova, repletos de boas intenções, que vão impor um estilo de vida mais saudável aos ímpios e fracos.
Em recente artigo na Folha de São Paulo, um dos mais atuantes antitabagistas, Dráuzio Varella, afirmou que o cigarro é um dos piores crimes do capitalismo, pior até que a escravidão! Não obstante o verdadeiro absurdo de inverter tudo e culpar o capitalismo pela escravidão – ou será que quase todas as civilizações antigas eram capitalistas ? – chama a atenção o grau de abuso da retórica em que chegam os missionários da saúde total. A nicotina passou a ser o inimigo público número um para essa gente. Varrer o tabaco da face da Terra é a razão da vida destas pessoas.
Não sou psicanalista para procurar motivos inconscientes que movem os adeptos desta cruzada. Talvez muitos tenham sido fumantes inveterados, incapazes de controlar minimamente o consumo do cigarro, e agora querem se vingar dos produtores. Ou quem sabe são apenas almas autoritárias dando vazão ao desejo de controlar vidas alheias. Pode ser ainda o caso de órfãos religiosos que buscam na cruzada da higiene plena um novo sentido para suas vidas após a “ morte ” de Deus. Realmente não sei dizer o que leva essas pessoas a abraçar esta causa com tanta determinação. Procuro apenas mostrar como estas bandeiras podem ser perigosas no longo prazo.
O regime que foi mais enfático no combate ao fumo e na luta pela saúde perfeita foi o nazismo. Hitler, que aparentemente era um fumante compulsivo na juventude, tornou-se um fervoroso antitabagista que desejava nada menos que a “ pureza ” do corpo. Detalhe importante: não a de seu corpo apenas, mas sim a de todos os arianos. A propaganda estatal contra o tabaco foi enorme durante o nazismo. Uma revista da época chegou a conclamar os “irmãos nacional-socialistas” a deixar de fumar e beber, pois cada alemão era responsável pela saúde de todos, e nenhum indivíduo tinha o direito de prejudicar seu corpo com drogas. Hitler não fumava, não bebia e era vegetariano. Todos deveriam seguir seu exemplo. Largar o hábito de fumar era um “ dever ” dos nazistas, e Hitler chegou a dar relógios de presente para associados próximos que tiveram sucesso na empreitada.
Se um indivíduo obsessivo deseja viver em busca de sua “saúde perfeita”, pensando que assim chegará perto de alguma imortalidade qualquer, o problema é dele. Eu, particularmente, acredito que há outros objetivos mais louváveis na vida do que apenas postergar a morte. Mas isso deve ser uma escolha individual. O que parece totalmente absurdo é o desejo de controlar as vidas alheias. Quando o sujeito quer impor o seu estilo de vida aos demais, aí é que mora o perigo. Autoritários que não suportam as preferências dos outros ameaçam a liberdade geral, especialmente quando tais preferências dizem respeito somente às suas próprias vidas. Antes os antitabagistas, mais tímidos, alegavam lutar pela saúde das vítimas passivas do fumo. Agora a máscara caiu: é preciso extirpar o tabaco do mundo.
O Prêmio Nobel de economia, Hayek, foi direto ao ponto quando disse: “É verdade que ser livre pode significar a liberdade de passar fome, cometer custosos erros, ou correr riscos mortais”. Liberdade individual pressupõe direito de escolha, incluindo, naturalmente, as escolhas “ erradas ”. Ninguém deve me obrigar a ser “ feliz ” à sua maneira. Até porque se hoje deixamos o governo nos dizer o que podemos fazer com nosso próprio corpo, amanhã ele poderá nos dizer o que fazer com a mente, ou seja, o que “pensar”. Parte da liberdade é escolher ir para o “ inferno ” do seu próprio jeito. Recusar como meta na vida a busca por uma “saúde plena”, preferindo fazer concessões ao prazer do momento, é uma escolha legítima que cabe a cada um. Abrir mão deste direito é abrir mão da própria liberdade.
http://www.rodrigoconstantino.blogspot.com
Posted at 8:15:50 pm by TC
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