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TEXTO CRÍTICO

Jornalismo de Opinião

O blog Texto Crítico foi fundado em 2005, com o objetivo de difundir artigos de análise política e cultural, dentro dos ideais do Liberalismo, em oposição às grandes mídias, onde predomina um velho discurso de esquerda socializante. Pensadores libertários e conservadores atuam na nossa equipe, defendendo a liberdade econômica e um Estado mínimo em suas funções ( para realizar bem seus objetivos básicos ) e menos custoso para o contribuinte, cada vez mais escravizado pelo gigantismo governamental e pela carga tributária irracional. Entendemos que um Estado grande ( mesmo " benfeitor " ), constitui um estorvo para o desenvolvimento pleno do indivíduo, pavimentando a estrada para a sua servidão. Defendemos os valores ocidentais de afirmação da liberdade individual, advogamos a propriedade privada e o capitalismo com o mínimo de intervenção governamental possível. Nesse sentido, combatemos a visão socialista de Estado que caracteriza grande parte dos governos do mundo, as ideologias antiamericana e antissemita ( sejam de esquerda, de centro ou de direita ), o ódio contra o Estado de Israel, o populismo autoritário e sua política distributivista e inflacionária, o igualitarismo totalitário ( principalmente quando mascarado com maquiagens “ novas “ ) e a supremacia das teorias marxistas nas Ciências Humanas. Discordamos do modelo social-democrata com seu “ Estado - Mãe “ , discordamos da imposição de teorias raciais disfarçadas como políticas contra o preconceito e nos opomos ao excesso de leis que atacam a livre escolha pessoal, bem como à generalizada hostilidade contra a civilização cristã e a tolerância do pensamento progressista mundial com toda a intolerância do fanatismo islâmico.

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Os textos assinados não representam necessariamente a opinião do TEXTO CRÍTICO.

Editor : Antonio Querino Neto

Jornalista MTb 14.401

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    SACADA DO MÊS

    “A diferença entre um estado benfeitor e um estado totalitário é uma questão de tempo” (Ayn Rand).

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    April 29, 2012
    Edição de Maio

                             

     

                                       O supremo e as cotas

     

                                      Rodrigo Constantino,

                                                     para o Instituto Liberal

             

                                          

                                           

                    Sistema de cotas fere a igualdade perante as leis

                        e cria um apartheid  num país miscigenado

     

         Passou a ser constitucional a reserva de vagas em vestibulares para negros e pardos após a decisão do Supremo Tribunal Federal. Uma decisão que deve ser lamentada por dois motivos: 1) ela representa um perigoso ativismo judicial que usurpa poderes legislativos do Congresso; 2) o regime de cotas cria um apartheid em um país miscigenado como o Brasil.

    Sobre o primeiro ponto, é preciso lembrar que a função precípua da Suprema Corte é a de guardiã da Constituição. Não cabe ao STF alterar a nossa Carta Magna, e sim verificar se as leis estão de acordo ou não com ela. Até a última vez que verifiquei, nossa Constituição de 1988 deixava claro, ao menos no papel, a igualdade perante as leis. Não é preciso tanta reflexão assim para compreender que, ao privilegiar um aluno por causa de sua cor de pele, o regime de cotas está claramente ferindo esta igualdade.

    Alguns ministros chegaram a mencionar esta obviedade, só que elogiando esta usurpação do poder legislativo. Celebrar o ativismo judicial é um enorme risco para a liberdade, para o império das leis. Hoje, alguns podem aplaudir a mudança imposta pelo seleto grupo de ministros, rasgando a Lei maior da nação. Mas nada garante que amanhã esses mesmos ministros ou outros não irão ferir novamente a Constituição em algo que gera desaprovação destas mesmas pessoas. É o convite ao arbítrio. Para alterar a Constituição, existe o devido processo legal que passa pelo Congresso, e isso não deve ser ignorado.

    Sobre o segundo ponto, não entra em minha cabeça que a melhor forma de se combater o racismo é segregar o país em raças. O governo não consegue oferecer boa educação básica, e tenta então arrombar a porta dos fundos das universidades com o regime de cotas. Mas nenhum ministro levantou a principal questão: é legítimo prejudicar o aluno pobre branco para conceder a vaga ao aluno pobre negro? O índio que foi arrastado pelos seguranças durante seu protesto ontem ilustra o risco das cotas: quando se privilegia uma "raça", outros se sentem preteridos, com razão.

    Esta segregação racial é abjeta, especialmente em um país predominantemente pardo. O ministro Luiz Fux chegou a declarar: "Viva a nação afrodescendente". Eu pensava que vivia na nação de todos os brasileiros, mas descobri que existem mais de uma nação aqui, e que uma delas é composta por "afrodescendentes". Somos ou não todos brasileiros sob as mesmas leis? A decisão do STF foi por unanimidade. Resta citar Nelson Rodrigues: "Toda unanimidade é burra".

                          www.rodrigoconstantino.blogspot.com

    Posted at 12:21:13 pm by TC
     

    Contra a burrice

                  Filosofia politicamente in correta

     

               O filósofo Luiz Felipe Pondé sempre desperta da sonolência o senso comum. Sem medo de colocar o dedo em certas feridas, ele liga sua metralhadora giratória para todos os alvos que representam os mascotes preferidos dos politicamente corretos. Povo bondoso, pobre mais honesto que rico, índios virtuosos, todos aqueles grupos de "minoria" que servem para enaltecer a imagem ( hipócrita ) dos supostos altruístas, gente com "consciência social", são dissecados no terceiro volume do Guia Politicamente Incorreto, desta vez da Filosofia.

    Com uma escrita direta, por vezes divertida, Pondé não poupa ninguém. Muitos pingos são colocados nos is, retirando a máscara da hipocrisia que campeia nos tempos modernos, uma era de covardia moral provavelmente acima dos padrões passados. A praga do politicamente correto, resultado, em parte, da descoberta pelos idiotas de sua superioridade numérica, precisa ser combatida, pois ela tenta destruir aquilo que temos de mais importante: o pensamento individual. Nem todos terão a coragem de usá-lo, mas os poucos que usam fazem toda a diferença do mundo. E levam os demais nas costas, mesmo que sem o devido crédito por isso (ao contrário, são atacados com virulência pelos politicamente corretos).

    Abaixo selecionei os 20 trechos do livro que mais gostei. Mas não deixem de comprar o livro e ler o conteúdo na íntegra. Trata-se de leitura rápida, que pode ser feita em um voo entre Porto Alegre e Rio de Janeiro, como foi meu caso. O tempo da digestão do conteúdo é que possivelmente será maior para muitos leitores, pois Pondé não liga para as suscetibilidades das "almas sensíveis" que evitam a todo custo escutar certas verdades. E, convenhamos, alguém precisa dizê-las. Lá vai então:

    Uma das coisas que os politicamente corretos mais temem é a ética aristocrática da coragem levada para a vida cotidiana, porque ela desvela o que há de mais terrível no ser humano, a saber, que ele é o animal mais assustado e amedrontado do mundo.

                                            Tongue

    A sensibilidade democrática odeia esta verdade: os homens não são iguais, e os poucos melhores sempre carregaram a humanidade nas costas.

                                            Angry

    A diferença entre a velha esquerda e a nova esquerda é que, para a velha, a classe que salvaria o mundo seria o proletariado (os pobres), enquanto, para a nova, é todo tipo de grupo de 'excluídos': mulheres, negros, gays, aborígines, índios, marcianos...

                                            Big Smile

    Os melhores lideram, os médios e medíocres seguem. Qualquer professor sabe disso numa sala de aula. Uma das maiores besteiras em educação é dizer que todos os alunos são iguais em capacidade de produzir e receber conhecimento.

                                            Shades

    Uma das qualidades supremas de [Ayn] Rand é ter percebido ainda em meados do século 20 que o mundo se preparava para desvalorizar aqueles mesmos graças aos quais os outros vivem, sob o papinho da 'justiça social'. Se ela tivesse conhecido Obama, vomitaria.

                                            Wink

    A distopia descrita por [Ayn] Rand é a melhor imagem do mundo dominado pelo politicamente correto: inveja, preguiça, mentira, pobreza, destruição do pensamento, tudo regado pelo falso amor pela humanidade.

                                            Hurmph

    O povo é sempre opressor. Quando aparece politicamente, é para quebrar coisas. O povo adere fácil e descaradamente (como aderiu nos séculos 19 e 20) a toda forma de totalitarismo. Se der comida, casa e hospital, o povo faz qualquer coisa que você pedir.

                                            Tongue

    No fundo, o indivíduo fracassado e o homem-massa invejam a liberdade do indivíduo verdadeiro porque ela lhes parece um luxo. Na realidade são primitivos demais para entender a maldição que é ser indivíduo e a dor que é ser livre sem pertencer a bandos.

                                            Surprise

    Achar que podemos transformar terroristas muçulmanos em membros do partido democrata americano, como pensa o atual presidente dos Estados Unidos de origem muçulmana Barack Hussein Obama, é uma piada. Basta se perguntar como, por exemplo, eles aceitariam o casamento gay em seus países.

                                            Shocked

    Quando você começa a pensar que tribos que não conheciam a roda até ontem, como alguns índios brasileiros e alguns povos africanos, podem ser nossa esperança, poderá acordar sendo um romântico idiota.

                                            Wink

    Os idiotas românticos de hoje em dia esquecem que câncer é tão natural quanto os passarinhos e pensam que a natureza seja apenas os passarinhos.

                                            Angry

    Toda tentativa de proibir a exibição da beleza feminina é um ato nascido da inveja.

                                            Shades

    Nada é mais temido por um covarde do que a liberdade do pensamento.

                                            Shocked

    A mídia muitas vezes parece uma reunião de centro acadêmico de ciências sociais na forma de simplificar o mundo ao nível de uma menina de 12 anos.

                                            Surprise

    Se você bate foto dentro do avião, é porque não há esperanças para você. Ficar feliz por sair de férias de avião é brega.

                                            Smile

    Uma coisa simples que aparentemente muita gente não entende: lindos são apenas seus filhos para você, para os outros são pequenos seres humanos mal-educados fazendo barulho.
                                            Wink

    Não conheço ninguém que adote o politicamente correto e não seja mau caráter, fora aqueles que têm idade mental de 10 anos.

                                            Smile

    Dizer que se é budista (ninguém deixa de ser católico ou judeu e vira budista em três semanas num workshop em Angra dos Reis ou num centro budista nas Perdizes, em São Paulo) pega bem em jantares inteligentes, porque dá a entender que você não é um materialista grosseiro, mas sim um espiritualista sustentável. Basicamente, uma religião sustentável não precisa sustentar nada a não ser uma dieta balanceada, uma bike importada e duas ou três latas de lixo de design em casa, para reciclagem de lixo.

                                            Hurmph

    Se você quiser acertar numa análise que envolva seres humanos, continue a usar o pecado como ferramenta para compreender o comportamento humano: orgulho, ganância, inveja e sexo continuam a mover o mundo (a luta de classes nada mais é do que um caso de ganância e inveja).

                                            Shocked

    Apesar de hoje já sabermos que pobre pode ser tão ruim quanto rico, e que índios estão muito longe de ser sábios cultivadores de virtudes morais e naturais, a praga PC ainda insiste em dizer que a farsa de Rousseau, o tipo de pessoa que ama a humanidade, mas detesta seu semelhante, é verdade. O fato é que todo mundo gosta de ouvir que é bom e que os outros é que o fazem ser mau e infeliz.

                                                                             RC.

     

    Posted at 12:03:36 pm by TC
     

     
    March 27, 2012
    Edição de Abril

                                            

      A r t i g o                

                                   Os deuses na escola

                                                                 por Paulo Ghiraldelli Jr.

          

    A Bíblia é, junto com a Ilíada, a Odisséia (Homero) e a Teogonia (Hesíodo), base de nossa cultura moral. Ela é essencialmente um livro ético-moral, tanto para crentes como para não crentes. Deveríamos ler a Bíblia na escola, por meio de um profissional competente, alguém que tivesse cultura suficiente para pegar o livro como um belo livro de ética.

     

         Afinal, ler ou não ler a Bíblia na escola? Minha resposta é um enorme e forte "sim!". Espantado? Não deveria um filósofo contemporâneo ser ou ateu ou agnóstico ou, ainda, plural e, então, pedir que junto com a Bíblia fossem lidos outros livros de outras religiões?

        Há filósofos ateus. Não é o meu caso, pois eu não tenho buscas teológicas, as questões de religião, no âmbito da fé, não são questões para mim. E quanto ao pluralismo, também não tenho que defendê-lo nesse caso, pois não posso colocar no mesmo plano os textos de todas as religiões do mesmo modo que não posso colocar no mesmo plano a medicina chinesa e a medicina ocidental na escola, ou a física de Aristóteles e a de Newton. Durkheim nos ensinou que cada escola tem antes de tudo um respeito pela cultura na qual emerge e que tem a função de reproduzir, só secundariamente incorpora ou aponta vantagens (e desvantagens) de elementos de outras culturas. Dito isso, posso então falar positivamente da minha tese da Bíblia nas escolas.

       A Bíblia é, junto com a Ilíada, a Odisséia (Homero) e a Teogonia (Hesíodo), base de nossa cultura moral. Ela é essencialmente um livro ético-moral, tanto para crentes como para não crentes, juntamente com os outros livros mitológicos citados. Nossas referências todas, para a construção da identidade de bípedes-sem-penas ocidentais, estão nesses livros, principalmente se acrescentarmos A República, de Platão. Ora, não temos pessoas na sociedade necessariamente voltadas para a castração dos livros de Platão ou dos livros da mitologia grega, mas não podemos dizer o mesmo em relação à Bíblia. Na nossa sociedade há quem busque ler a Bíblia de modo literal, mesmo que isso não faça sentido. Não podemos censurar essas pessoas, em geral os evangélicos (ou católicos pressionados pelo crescimento do mundo evangélico), pois vivemos em uma democracia liberal que garante a liberdade religiosa. Mas, a escola pública brasileira, que é laica, tem o dever de mostrar o lado mais culto da Bíblia para as crianças – as maneiras corretas de ler clássicos. A escola pública nossa, que é laica, republicana, não pode se omitir. E isso não em nome somente da preservação da cultura e do que nos dá identidade, mas também em nome do desenvolvimento cognitivo das crianças. Eu explico.

         Crianças que aprendem a ler só de modo literal, sem entender o que são figuras de linguagem e o que são níveis e gêneros literários, não aprendem a ler corretamente. Tornam-se analfabetos funcionais ou, pior, ficam parecidas com limítrofes, pois começam a usar os textos sem perceber que eles possuem lugares de encaixe apropriados. Por exemplo: não posso ler o mito da criação como uma explicação científica ou mesmo como uma explicação tout court, pois lhe falta encadeamento racional.  Explicação e compreensão, essas duas noções, exigem que as narrativas sigam ou por encadeamento racional e/ou por relações de causa e efeito. Não é o caso das narrativas míticas. Por exemplo: o mito da criação fala em Adão e Eva e não fala em mais pessoas, portanto, se Abel teve filhos, eles foram feitos com Eva? A Bíblia se cala. Você pode dizer: "ah, bom, Deus criou mais gente e isso não foi contado". Essa é uma saída – mas é uma resposta tola. A melhor saída é esta: o mito é mito, não é um relato para explicar o surgimento do mundo do mesmo modo que é o relato do Big Bang e da Teoria da Evolução, porque o mito é, nesse caso, um conto moral. Você não precisa deixar de ser religioso para afirmar isso. Pois você pode muito bem acreditar que o conto moral é um presente divino para nós todos, de modo a nos fazer aprender o ethos que devemos seguir. Isto é, você não precisa acreditar que Deus lhe deu um presente cujo gênero literário é o da explicação, porque Deus simplesmente optou por lhe dar um presente bem melhor, algo do âmbito da ética, um texto com lições normativas.  

         Tomando o mito da criação como uma história moral, você pode tirar dele o que ele quer ensinar. Por exemplo: quer ensinar que os homens não devem se achar deuses só porque são mais poderosos que os animais, eles, os homens, não devem querer comer da "árvore do conhecimento". Ora, por que ler assim? Por uma razão simples: as outras religiões também possuem mitos cujo sentido é parecido. No mito grego isso também aparece: Prometeu é um deus que entrega o fogo aos homens, algo que Zeus não queria que ocorresse porque dava ao homem a sensação dele possuir os mesmos poderes dos deuses. Toda religião tem esse ensinamento: que o homem entenda suas limitações, para não fazer bobagem consigo mesmo e com os animais e tudo o mais. Isso pode ser ensinado na escola, protegendo a cérebro infantil daqueles que querem fazê-lo perder essa capacidade de interpretação.

         Agora, se a criança é criada e educada em um ambiente em que os textos só possuem uma interpretação, isso é ruim. Mas, se as crianças crescem num ambiente em que os textos não somente só possuem uma interpretação, mas tal interpretação é não racional, aí a coisa piora bem. No primeiro caso, gera-se alguém que poderá ser um adulto dogmático. No segundo caso, dá-se abertura para gerar um imbecil. Não perceber a diferença entre o que é uma narrativa racional e o que não é uma narrativa racional não é algo inato, é aprendido. Nesse sentido, a criança presa ao lar evangélico, que a faz ler a Bíblia buscando explicação em textos que não foram escritos para explicar e, sim, para dar caminhos morais, pode adquirir sérios danos cognitivos. Essa prática pode gerar o adulto que se imagina culto e, no entanto, ao agir e falar, será ridicularizado no meio culto, ou simplesmente será tomado como "café com leite". Trata-se daquela pessoa que não entende as distinções e finalidades dos discursos, os gêneros literários distintos e o papel das várias retóricas em cada narrativa. Pessoas assim começam a não perceber que são burras e, no entanto, são burras. Os cultos e inteligentes as desprezam. Elas começam a ter dificuldades em lugares em que a cultura não foi posta no lixo. E então, ficam ressentidas, magoadas, de mal com a vida. Algumas dessas pessoas tendem a se tornar vingativas, más, exatamente porque não sabem a razão pela qual estão sendo colocadas de lado. Eis aí o quadro maligno: uma nação em que há enormes grupos se sentido assim, não pode ir bem e a democracia começa a correr riscos. John Dewey temia como ninguém que a América seguisse esse caminho.

    Assim, até mesmo para que não tenhamos riscos para a democracia, deveríamos ler a Bíblia na escola, por meio de um profissional competente, alguém que tivesse cultura suficiente para pegar o livro como um belo livro de ética. É certo que é uma ética dos Hebreus, mas é uma ética que, com Jesus e, depois, efetivamente com Paulo, se pretendeu universal. E tornou-se universal para o Ocidente.

          Você pode ainda objetar: "mas Paulo, a escola pública laica está um lixo, encontrar bons professores para fazer isso é impossível". Ora, em tese seria este um serviço do professor de filosofia, ajudado pelo de história, não? Não podemos, em tese, partir da idéia de que não temos professores e, portanto, ficarmos de braços cruzados e não encaminhar o que é o correto. Temos de ir tentando fazer as coisas certas, enquanto que, por outro lado, vamos brigando para que o salário da carreira do magistério aumente de modo que os mais inteligentes queiram optar pela vida de professor. Não creio que isso seja impossível. Não acho que essas coisas devam ser postas separadamente. São lutas contínuas e conjuntas. É a nossa vida, é o que temos e vivemos. Não vamos fugir. Não há para onde fugir.

                                         

                                                                             

                                 

                                   Nosso Blog é solidário com a dor das

                               famílias das vítimas do terror em Toulouse 

    Posted at 10:46:02 pm by TC
     

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